Homenagem a J. Murilo valoriza a praça CEUs e perpetua a memória do artista

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Os moradores dos arredores da Praça Virgílio Figueira, no Alto Maron, certamente demoraram a se habituar à ausência de um antigo morador da área: o artista plástico J. Murilo, que morreu em abril de 2013, aos 76 anos, após quatro décadas morando em Vitória da Conquista. Porém, se já não é possível contar com a presença física de Murilo, há que se valorizar sua memória, evocada permanentemente a partir da vasta e expressiva obra deixada por ele.

José Murilo Batista de Oliveira nasceu em 1º de novembro de 1936, na cidade mineira de Cordisburgo – a mesma do escritor Guimarães Rosa. Sua forma de pintar foi intensamente influenciada pela literatura de seu conterrâneo. Há uma elaboradíssima simplicidade que pode ser captada tanto pelos leitores de Rosa quanto pelos apreciadores dos quadros de Murilo.

O artista retratou passagens da obra do conterrâneo, por exemplo, na série “O Diabo nas Veredas Mortas”. Em 2001, participou do I Congresso Internacional Guimarães Rosa, que reuniu obras de artistas de várias partes do planeta. Nesse evento, teve quatro telas premiadas.

A relação com Guimarães Rosa, no entanto, é apenas um aspecto da diversificada obras de J. Murilo. Ele participou de mais de 60 exposições individuais e coletivas e recebeu mais de uma dezena de premiações. Suas obras estiveram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

Memória perpetuada – Muitas pessoas certamente não sabiam disso quando viam aquele pacato senhor passeando pela praça Virgílio Figueira. A fim de reforçar essa política de memória, a Prefeitura deu o nome de J. Murilo ao Centro de Artes e Esportes Unificados de Vitória da Conquista – que, a partir de agora, pode ser simplesmente chamado de CEUs J. Murilo.

Nomeando tal equipamento com o nome de J. Murilo, a Prefeitura perpetua a memória do artista e, ao mesmo tempo, valoriza o novo espaço.

Família agradece – A homenagem foi bem recebida pelos familiares de Murilo. Durante uma reunião no Gabinete Civil, em 2015, da qual participaram vários membros da família Oliveira, a viúva do homenageado, dona Nadir, mostrou-se agradecida e com boas expectativas: “Eu, como mãe, penso que a cultura valoriza a vida em todos os aspectos. Nós agradecemos pela homenagem e desejamos que, depois de entregue, possamos incentivar para que todos conservem a estrutura”.

O CEUs J. Murilo será entregue oficialmente à população nessa sexta-feira, 29, às 11h. Vale a pena aproveitar o que o espaço tem a oferecer – não se esquecendo de levar em conta o recado de dona Nadir, a respeito da preservação do espaço.

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