Governo Municipal participa de nova reunião com pais de educandos do Conquista Criança

‘Vejo a alegria, a disponibilidade que minha filha tem para sair de casa e vir até aqui’, disse a mãe de uma educanda de 8 anos

“O homem que eu sou hoje depende, em muito, do Conquista Criança. Aprendi a ser uma pessoa de bem, a dar valor à vida, a saber o que é certo e o que é errado. Os educadores estavam sempre ali com a gente, informando o que era certo e o que não era, o que devíamos fazer na vida. Tanto que, quando saí, já saí com um emprego”.

O testemunho foi dado na tarde de quinta-feira, 27, pelo técnico de informática Rodrigo Alves, 30 anos, durante a segunda reunião realizada nesta semana entre integrantes do Governo Municipal e pais de educandos do Programa Conquista Criança (a primeira foi na segunda, 24, contemplando outro grupo de pais).

O programa foi criado pela Prefeitura de Vitória da Conquista em 1997. A ideia inicial, como definiu o prefeito Guilherme Menezes, “surgiu a partir de uma necessidade” – ou seja: tirar crianças da rua e oferecer-lhes uma oportunidade de conseguir algo mais, para elas e para suas famílias.

E, desde o princípio, a metodologia consiste no oferecimento de atividades lúdicas, preventivas e educativas. Atualmente, o programa atende a 425 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 18 anos – todos tendo acesso a bolsa-auxílio e três refeições por dia. Naquele primeiro ano, havia apenas 32 crianças – e Rodrigo era uma delas. Tinha 11 anos. Antes disso, ele e o irmão lavavam carros no centro da cidade. Durante sua estadia no programa, aprendeu o ofício de técnico de informática, com o qual, hoje, sustenta sua família. “Eles me deram muita força para eu sair do programa já empregado. Daí para a frente, foi só mais conhecimento”, contou Rodrigo, hoje pai de duas filhas.

‘Educação é o caminho’ – Em 2015, ano em que o Conquista Criança atinge sua “maioridade”, a Prefeitura dotou-o com uma novidade: uma escola em tempo integral, criada exclusivamente para atender a 200 educandos do programa, com idades de 6 a 10 anos, que cursam entre o 1º e o 5º ano do Ensino Fundamental. Eles frequentam as seis salas de aula que compõem a escola no turno oposto ao das oficinas oferecidas pelo programa.

A atendente Sandra Rosa Nunes, mãe de uma educanda de 8 anos, demonstra ter certeza de que a escola em tempo integral foi a melhor opção que poderia haver para sua filha. “Minha filha me disse: ‘mãe, lá eu me sinto como se estivesse em casa, porque o que eu vejo aqui, com a senhora, eu também vejo lá. Lá, tenho pessoas que me dão carinho, atenção e cobram responsabilidade de mim’”, relatou Sandra, durante a reunião do dia 27.

Segundo Sandra, sua filha, que antes resistia a ter de se levantar cedo para estudar, agora demonstra uma disposição incomum para ir à escola. “Vejo a alegria, a disponibilidade que ela tem para sair de casa e vir até aqui. E vejo o conhecimento das oficinas, de outras culturas, com outras crianças diferentes, com atitudes diferentes, e minha filha sabendo lidar com isso. É muito gostoso e tem me feito aprender muito, também. Quero parabenizar o projeto por isso. É um conhecimento que está valendo a pena”, disse Sandra.

Não por acaso, como definiu o prefeito Guilherme Menezes, “a educação é o grande caminho para o desenvolvimento de uma nação”.

Notícias Relacionadas

Desenvolvimento Social
20/09
Quilombolas da região de Oiteiro recebem Bolsa Família Móvel
Desenvolvimento Social
20/09
Secretaria de Desenvolvimento Social se reúne com moradores do Bruno Bacelar
Desenvolvimento Social
19/09
Conquista sedia capacitação regional sobre o CadÚnico
Desenvolvimento Social
18/09
Oficina discute acolhimento de Crianças e Adolescentes