Governo Municipal constrói açude e beneficia família no povoado de Oiteiro

‘Fiquei muito feliz. O que nós mais precisávamos era de um açude’, agradece Luciana, que fez o pedido em nome da família de doze pessoas

Na pequena propriedade localizada na comunidade quilombola de Oiteiro, próxima ao Riacho de Teófilo e nos arredores da Lagoa de Maria Clemência, as doze pessoas que formam a família de Luciana Souza Santos, 30 anos, têm duas fontes de renda: a aposentadoria do pai, já idoso e adoentado (cuja idade os filhos não sabem informar com certeza, mas asseguram já ter passado dos 60), e a pensão recebida por uma irmã, que possui deficiência física. A família cria algumas galinhas e cultiva – apenas para consumo próprio – milho, feijão, abóbora, maxixe e o que mais aparecer. “Qualquer semente que a gente achar por aqui, a gente planta”, diz ela, que divide o trabalho na roça com os irmãos.

No entanto, para que essa “semente” possa germinar e produzir o que será o alimento da família, é evidente que ela necessita de água. Até aí, tudo bem – salvo o fato de que água é um artigo naturalmente raro na região de caatinga onde Luciana mora. Por isso, a Prefeitura atendeu, recentemente, a um pedido feito pela lavradora, em nome de sua família: que fosse construído um açude numa área próxima à sua casa. O reservatório foi concluído no início desta semana. “Fiquei muito feliz. O que nós mais precisávamos era de um açude”, dizia ela no entardecer da última quarta-feira, 18, enquanto observava a obra pronta.

‘Eles me atenderam’ – Quando puder armazenar uma boa quantidade de água, o que se espera que ocorra no segundo semestre deste ano, entre outubro e novembro, quando caírem as primeiras grandes chuvas, a família Santos utilizará o precioso líquido para molhar suas plantações e matar a sede da criação, que assim poderá ser mais diversificada. Dessa forma, eles já não precisarão recorrer aos tanques de propriedade de agricultores vizinhos, tarefa que às vezes não pode ser cumprida sem que haja uma boa caminhada. “Percebi que meu irmão estava muito preocupado. Tinha vez que ele andava muito para buscar água. Fiquei com pena e decidi ir à Prefeitura fazer o pedido. E eles me atenderam”, relata Luciana.

A lavradora se recorda que, alguns dias depois de ter feito a solicitação, teve de ir novamente à zona urbana de Vitória da Conquista para resolver outros assuntos. Quando retornou ao Oiteiro, um dos irmãos contou-lhe que o secretário municipal de Agricultura, Odir Freire, havia passado por lá e informado que seu pedido seria atendido. “Na hora, não acreditei”, reconhece Luciana, que logo no dia seguinte pôde verificar que a notícia era mesmo verdadeira: “Aí, eles chegaram, já com a máquina para abrir o açude”.

Direitos garantidos – Morando num lugarejo a mais de vinte quilômetros da área urbana, a família Santos conta ainda com outros benefícios que são garantidos pela Prefeitura em todo o território municipal. Dos quatro filhos de Luciana, três estão matriculados na Escola Municipal Jorge Amado, no Oiteiro. Para ir até o local, que fica a quase dois quilômetros de distância, eles têm acesso ao transporte escolar, também garantido pelo Governo Municipal.

Com tais direitos garantidos a seus filhos, Luciana espera que eles possam ter acesso a oportunidades das quais ela não pôde desfrutar. Após ter perdido a mãe ainda criança, começou a trabalhar cedo, aos 14 anos, como empregada doméstica em casas de família de Vitória da Conquista. Com 17 anos, engravidou de sua primeira filha. Ainda assim, continuou a trabalhar. A partir da segunda gravidez, isso já não foi possível. Teve de voltar ao Oiteiro para ajudar os irmãos na roça. Lá, deu à luz às duas crianças mais novas. “Espero que eles não fiquem iguais a mim. A pessoa tem que colocar os filhos na escola para que tenham um bom emprego”, afirmou.

Este ano, Luciana se matriculou no ensino noturno da Escola Municipal José Rodrigues do Prado, no distrito de Pradoso, onde já estuda um de seus irmãos, Gilmar, que é surdo – a escola possui uma sala de recursos multifuncionais destinada atender as necessidades educativas dos alunos com deficiência, no sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal dos estudantes. Assim, passou a desfrutar dos mesmos direitos – acesso à escola e ao transporte escolar – que o Governo Municipal já assegura a seus filhos e a todos os 44 mil estudantes que compõem a Rede Municipal de Ensino.

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