Seminário de avaliação aconteceu no campus da UFBA

A equipe da fundação norte-americana Medtronic, financiadora do HealthRise, e do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (IEP/HSL), responsável pelo monitoramento do projeto no Brasil, estão em Vitória da Conquista para avaliar os resultados do programa, que atende a pessoas portadoras de doenças cardiovasculares (DCV) e diabetes.

O comitê de gestão de HRVC realizou, nesta terça (11) e quarta-feira (12), o seminário “HealthRise Vitória da Conquista”, no auditório do Campus Anísio Teixeira da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Na ocasião, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e demais instituições parceiras do programa apresentaram resultados parciais sobre as atividades desenvolvidas no município e realizaram visitas às unidades de saúde, à Farmácia da Família e ao Centro Universitário de Atenção à Saúde (Ceuas).

HealthRise é um programa global, que tem como objetivo a expansão do acesso ao atendimento relacionado às doenças cardiovasculares e ao diabetes entre as populações carentes. Para o Brasil, a meta do programa é reduzir em 25% o índice de mortalidade prematura associado a essas patologias em Vitória da Conquista e Teófilo Otoni, regiões-alvo.

Gestores dos projetos HealthRise e HeartRescue visitam prefeito

Após o primeiro dia de palestras e diálogos, gestores do HealthRise, acompanhados do secretário municipal de Saúde, José Raimundo Fernandes, foram recepcionados pelo prefeito municipal Herzem Gusmão, no Gabinete Civil.

Membro da Fundação Medtronic, Jessica Daly destacou a importância que o município tem em dar sustentabilidade ao HealthRise. E completou: “Vitória da Conquista tem cumprido seus objetivos, expandindo e aprimorando o atendimento às pessoas portadores de doenças cardiovasculares e diabéticas, e os usuários atendidos pelo programa têm atingido as metas de controle.”

Vice-Diretora do Programa HealthRise Brasil e representante do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Maria Ângela Bouskela lembrou aos participantes do seminário a necessidade de utilizar os materiais e relatórios produzidos. Boukela ainda salientou: “Também nos marcou em Vitória da Conquista a comunicação estratégia entre todos os interessados e o grande impacto que a mesma teve sobre os pacientes.”

“As portas estão se abrindo”, celebra prefeito

Para o prefeito Herzem Gusmão, a ação tem apresentado resultados satisfatórios. “Recebemos uma dádiva de Deus, pois só duas cidades brasileiras receberam esse projeto belíssimo, no qual se faz medicina preventiva pelo SUS. Estou muito feliz com essa interação dos técnicos, cada parceiro fazendo o dever de casa; estão de parabéns. Recebemos investimentos na ordem de um milhão de dólares e, com a resposta de Vitória da Conquista, as portas estão se abrindo, e já teremos mais recursos chegando com esse novo projeto. São bênçãos! ”, declarou.

Na reunião, o diretor do campus local da Ufba, Orlando Caires, citou esse e outros novos projetos que a instituição buscar aprovar e que terá a Administração Municipal como parceira. “Nós temos um histórico de parcerias e pretendemos cada vez mais estreitar relações com a Prefeitura de Vitória da Conquista”, enfatizou.

O HealthRise, que já capacitou profissionais que atuam nas equipes de Saúde da Família e realizou ações específicas de combate à hipertensão e às diabetes dos usuários do SUS, segue para a fase final. Mas a boa notícia é que Vitória da Conquista terá o Projeto HeartRescue – um esforço colaborativo para aumentar as taxas de sobrevivência de parada cardíaca súbita (PCS). O lançamento do projeto, que envolverá hospitais públicos e privados, aconteceu nesta manhã, durante o seminário.

Juliana Souza – agente de Saúde e usuária do HealthRise

Experiências enriquecedoras – Nestes dois dias, estudantes e usuários também falaram sobre sua experiência no projeto HealthRise. A agente de Saúde da Unidade de Saúde da Família da Urbis VI, Juliana Souza, integrava o projeto incentivando moradores de seu bairro a realizarem o monitoramento, mas resolveu também ser usuária. “Meu pai já tem problemas cardiovasculares, e diabetes na família, então falei: ‘Não, eu tenho que cuidar da minha saúde e começar agora, pra lá no final eu tá com a saúde mais ou menos.’ Foi muito bom esse projeto pra nós. Eu tenho visto a priorização que se tem com os exames das pessoas que têm diabetes e pressão alta e o cuidado de todos”, relatou.

Para a estudante do curso de Farmácia da Ufba, Vanessa, a experiência foi enriquecedora: “Entrei no projeto há um ano e meio e, neste período, houve experiências que foram muito gratificantes: o contato com os pacientes, a forma como eles se sentiam gratos pela atenção e como aprendemos a respeitar e a lidar melhor com as pessoas.”

Estudantes Thalita Aguiar e Vanessa monitoram pacientes por meio dos prontuários eletrônicos