Laila, Carlos e Charlotte

Charlotte e Aurora nasceram há apenas dois meses e seus pais, mesmo sendo de primeira viagem, já têm muitas experiências para compartilhar. Entre os dois casais, um elemento em comum: o consenso pelo parto natural.

Laila Vieira e Carlos Cesar Franco, pais de Charlotte, estudaram com afinco sobre o parto natural até decidirem optar pela experiência. Carlos, que é publicitário, foi quem incentivou a companheira a se interessar pelo assunto. “Quando soube que ela estava grávida, busquei livros, matérias e artigos sobre os benefícios do parto natural e a convenci a ler. Primeiro, ela ficou um pouco relutante. Depois, à medida em que lia, foi mudando de ideia”. Entre diversos benefícios, o parto natural diminui o risco de infecções (já que não se trata de uma cirurgia) e acelera a recuperação física da mãe, o que aumenta a sua autonomia pós-parto para cuidar do bebê.

Laila diz que não se arrepende: “Alcancei a ‘partolândia’, um estado de relaxamento durante o parto que apenas quem opta pelo parto natural sabe explicar”. O termo “partolândia”é frequentemente utilizado pelos defensores do parto humanizado para descrever sensações positivas experienciadas pela mãe durante o processo de nascimento da criança. Carlos, no entanto, garante que a “partolândia” não é exclusiva das mamães: “Quando vi que minha filha estava saindo da barriga da mãe, conhecendo pela primeira vez o mundo exterior, posso dizer que também entrei na ‘partolândia’. É um estado de felicidade, de tranquilidade, de amor incondicional incrível. Queria nunca mais sair de lá. Desde aquele dia, Charlotte é tudo para mim”, comentou.

Os pais de Aurora, Luciano Ayack Meira Cisne e Enilde Andrade (Dinha) também estão maravilhados com a filha e com a experiência do parto natural. Mas Dinha afirma: informação de qualidade, um pré-natal atencioso e o atendimento do hospital Esaú Matos foram fundamentais para que o casal se sentisse seguro em optar pelo parto natural. “Assim que ficamos sabendo da gravidez, meu esposo pesquisou tudo sobre parto natural, conversamos muito e optamos. Também contamos com o apoio do grupo Cirandeiras e contratamos uma doula para nos acompanhar”. Doula é a profissão de uma mulher que, sem experiência técnica na área de saúde, assiste a mulher antes, durante e depois do parto, visando sempre o seu bem-estar. “Quando chegamos ao Esaú Matos, a minha filha já estava em processo de nascimento. A equipe foi extremamente cuidadosa comigo e o processo ocorreu da forma que esperávamos, respeitando as regras do parto natural”, relatou Dinha, que é estudante. Seu companheiro, Luciano, também aprova o processo: “Eu faria tudo novamente, do jeitinho que aconteceu. Estamos curtindo cada momento com Aurora. Nossa preocupação era que nossa filha viesse ao mundo da forma mais natural possível e que pudéssemos passar por isso sem o sofrimento que outras mães relatam”. Luciano acompanhou todos os momentos do nascimento de Aurora.

Aurora, Dinha e Luciano

Tanto entrar em trabalho de parto quanto realizar o parto de forma natural propicia uma experiência única para pais e filhos. Mas toda essa preparação talvez não fosse tão exitosa se a família, no momento do nascimento, não fosse atendida por uma equipe de profissionais capacitados do Esaú Matos.

A Fundação de Saúde de Vitória Conquista, responsável pela administração do Esaú Matos, tem investido na humanização do atendimento, com readequação e ampliação da maternidade, implantação de novos protocolos, investimentos em qualificação de profissionais e na formação de doulas.

“Para isso, a equipe gestora da Fundação de Saúde realizou uma visita técnica ao hospital José Maria de Magalhães Netto em Salvador. Esse hospital possui uma experiência muito positiva na mudança de paradigmas sobre a assistência ao parto. Também estamos implementando boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento, seguindo as diretrizes para o parto normal do Ministério da Saúde”, informou Cristiane Schetini, assessora técnica da Fundação.

As mudanças no atendimento já são observadas pelos pais que buscam a unidade durante o trabalho de parto. Para Dinha, a mãe de Aurora, a qualificação do atendimento é importante, mas também é necessário que os pais se informem com qualidade sobre o melhor tipo de parto para a mãe e para o filho. “Duas coisas são fundamentais neste processo. A primeira é buscar informações. Eu e Luciano buscamos de várias formas, pesquisando, participando do grupo Cirandeiras e conversando com a doula. A segunda é o atendimento respeitoso do hospital. No Esaú, respeitaram todas as nossas escolhas, como a posição de parir, que deve ser aquela em que nos sentimos mais confortáveis. Tivemos o parto pelo qual nos preparamos e que tanto desejamos”, explica Dinha.

“Todo esse investimento na humanização do atendimento tem melhorado bastante nossas taxas de parto normal. Queremos sempre um parto menos intervencionista, em que a mulher tenha uma experiência de parto mais significativa para ela e para o bebê”, ressaltou Cristiane.

Os dados sobre os nascimentos realizados no Esaú em 2017 já demostram isso. A média é de 350 partos por mês. Desses, mais de 60% dos partos são normais. A média é maior do que a nacional: segundo dados do Governo Federal, apenas 44,5% dos partos realizados no país são normais e não passam por intervenções cirúrgicas.

Além de contarem com toda a estrutura para um parto humanizado, os pais também contaram com o atendimento do Banco de Leite do Hospital Esaú Matos. O Banco foi fundamental para que Charlotte e Aurora pudessem dispor de amamentação exclusiva, sem utilização de leite artificial. “No início, senti muita dificuldade para amamentar. Graças ao Banco de Leite, hoje Charlotte só mama”, comentou Laila. Já Dinha, além de amamentar Aurora, tornou-se doadora do Banco de Leite e está ajudando outros bebês com seu leite excedente.

Se você quer mais informações sobre parto natural, procure o Hospital Esaú Matos. Ele está localizado na Av. Macaúbas, 100 – Bairro Kadija. Telefone: (77) 3420-6200.