“A proposta é que esse grupo funcione para melhorar cada vez mais a relação entre a gestão, trabalhadores e usuários”, contou a coordenadora de Humanização

Nesta terça-feira (2), a Fundação de Saúde de Vitória da Conquista inovou mais uma vez ao implantar o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) da entidade. Formado por profissionais de diferentes áreas do Hospital Esaú Matos e do Laboratório Central do Município, além de representantes da comunidade, o grupo tem por finalidade consolidar a Política Nacional de Humanização (PNH) nos dois órgãos.

“A política foi lançada em 2003, mas seus dispositivos não haviam sido consolidados aqui. Temos o Acolhimento e Classificação de Risco, o Direito ao Acompanhante, a escuta qualificada do paciente e, agora, teremos o GTH. E seguiremos em busca de implantar os demais. A proposta é que esse grupo funcione para melhorar cada vez mais a relação entre a gestão, trabalhadores e usuários”, contou a coordenadora de Humanização, Christianne Schetinne.

Desde o início da atual gestão da Fundação de Saúde, iniciativas têm sido implantadas para garantir um acolhimento cada vez mais humanizado ao paciente, por meio, por exemplo, do programa de Doulas Voluntárias e das práticas integrativas, que inseriram a arte no ambiente hospitalar. Além disso, os trabalhadores têm desfrutado dos benefícios da arteterapia, com o projeto “De bem comigo”.

O diretor da Fundação espera com a iniciativa tornar o trabalho de humanização do hospital em uma referência

“O nosso desejo é que, a partir desse grupo e da coordenação, que pela primeira vez será ocupada, a gente avance ainda mais neste processo que iniciamos. Esperamos que a gente se torne referência em humanização, que as outras pessoas venham aprender conosco sobre estas experiências bem-sucedidas que desenvolvemos e vamos desenvolver aqui”, comentou o diretor da Fundação de Saúde, Felipe Bittencourt.

Os membros do grupo vão seguir um regimento e realizar reuniões mensais, com base num plano de trabalho pré-definido. A proposta é que eles sejam divididos em três comissões (de atenção ao usuário, de saúde e qualidade de vida dos trabalhadores e de comunicação social). “Mas todas essas comissões vão dialogar entre si, permitindo que cada um vivencie a realidade do outro e contribua com sugestões. Será uma construção coletiva”, explicou Chris.

Trabalhando no Esaú há mais de dez anos, Iracema Silva tem boas expectativas quanto ao GTH. “Acho que todos vão sair ganhando, tanto nós servidores quanto a população porque a humanização nada mais é do que você fazer com o outro o que você gostaria que fosse feito com você, principalmente, num hospital, onde, às vezes, a pessoa chega abatida, querendo uma palavra amiga, querendo ser acolhida. Será muito importante esse projeto”, avaliou.

Os membros do grupo vão seguir um regimento e realizar reuniões mensais