Expedição do Cetas devolve 32 papagaios à natureza

Soltura aconteceu na última semana em uma reserva localizada a 200 km de Vitória da Conquista

O instinto de todo animal silvestre deve ser viver em liberdade. E esta é uma das principais metas do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Prefeitura de Vitória da Conquista, ao trabalhar para devolver a liberdade aos animais apreendidos em condições de cativeiro ilegal ou vítima de maus-tratos.

Prova desse compromisso é que o Cetas, na última quinta-feira, 21, realizou uma expedição de soltura branda em uma reserva localizada a 200 km de Vitória da Conquista, no município de Condeúba. Além de técnicos do Cetas, também participaram da expedição, acadêmicos de Biologia das universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal da Bahia (Ufba).

Foram devolvidos para a natureza, 32 papagaios da espécie Amazona aestiva, popularmente chamada de papagaio-verdadeiro. “Esta é a terceira soltura de papagaios desta espécie que o Cetas realiza. A primeira aconteceu em 2006, em Tremedal”, contou a médica veterinária do Centro, Rosana Ladeia.

De lá para cá, já foram soltos 95 papagaios na região, todos ainda monitorados pelo Centro. Antes de ganharem a liberdade, os pássaros passam por exames de sangue, como o de DNA – para descobrir o sexo do animal –, e físicos, bem como têm um chip implantado em sua pele para identificação. “Com este chip, nós monitoramos as aves em seu habitat”, explicou o coordenador do Cetas, Aderbal Azevedo.

Até o dia 21, foram mais de dois anos de intensos cuidados no Cetas mais 10 dias de adaptação na reserva, antes da liberdade. “Ainda ficaremos aqui por 15 dias monitorando o comportamento deles diariamente. Depois, faremos visitas semanais, quinzenais e mensais, até que estejam completamente adaptados a natureza”, contou a biólogo do Cetas, Gisele Filadelfo.

Após a abertura do viveiro, quem esperava por uma grande revoada de papagaios, deparou-se com a inusitada calma dos pássaros que, desconfiados, preferiram aguardar por algumas horas para arriscar o primeiro voo em sua nova morada. “Como a maioria destes pássaros chegaram ao Centro ainda filhotes, é natural que eles demorem um pouco para sair do viveiro. Nossa expectativa é que, assim como os outros, eles se readaptem e se reproduzam garantido a perpetuação de sua espécie”, comentou Rosana.

“Ficamos muito felizes com o resultado. Foi melhor do que esperávamos, sabíamos que seria lento, mas eles aos poucos, no tempo deles, foram saindo e buscando reconhecer o novo lar”, relatou a estudante do sétimo semestre de Biologia na Ufba e estagiária do Centro, Thatiane Andrade.

Além dos 32 papagaios, foram soltos na reserva um casal de periquitos e mais de 100 passarinhos de espécies como cardeal, trinca ferro, canário do reino e sabiá.

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