Esaú Matos libera presença de doulas durante parto

Iniciativa pretende humanizar assistência ao parto

O Hospital Municipal Esaú Matos está resgatando uma prática existente antes da institucionalização da assistência ao parto. Agora as gestantes, que já tinham direito a um acompanhante, podem entrar na sala de parto com a sua doula. As doulas são profissionais que oferecem apoio emocional e conforto físico às gestantes.

Elas ficam autorizadas a permanecer com as futuras mamães durante consultas, exames de pré-natal, pré parto, parto e pós-parto imediato, com seus instrumentos de trabalho. Para isso, é necessário que essa profissional faça um cadastro no hospital. A doula, no entanto, não pode fazer procedimentos e dar diagnósticos restritos aos profissionais de saúde, mesmo se ela tiver formação na área.

Segundo a diretora técnica, Dra. Thais Meyin Lin Santos Dutra, os estudos mostram que a presença da doula diminui a necessidade de anestesia durante o parto, de cesariana e de fórceps e aumenta a chance de um parto normal espontâneo. “Vemos a doula num papel essencial de humanização no trabalho de parto e de aumentar a taxa de parto normal. Reconhecendo essa importância, foi que tomamos essa iniciativa”, relata.

A doula Clarize Campos tem dois filhos e nos seus partos viu a necessidade de ter uma profissional que a acolhesse no trabalho de parto. Na sua segunda gestação, ela descobriu a existência dessa função. “Aqui na cidade não tinha e quando meu filho fez 10 meses eu viajei e fiz a formação de doula e, desde então, eu atuo”, relembra.

Clarize elogia a ação do Esaú Matos em liberar a presença das doulas: “Foi fundamental esse comunicado da direção. A partir do momento que você abre a porta da instituição  pra uma doula, você compreende a importância dessa pessoa na cena do parto. Estamos acreditando na sensibilidade desta gestão pra que a gente possa pensar em outras atividades em parceria”

Para exercer a ocupação, é necessário uma formação específica e contínua. E esse será o próximo objetivo do Esaú Matos: capacitar mulheres voluntárias para que elas possam auxiliar gratuitamente as parturientes. “A nossa intenção final é ter doulas da instituição para que as pacientes não precisem trazer essas profissionais”, explicou a diretora técnica da Fundação.

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