Equipe do Novo Olhar promove atividade de acolhimento para mães de adolescentes atendidos pelo serviço

Elas assistiram a uma palestra sobre afetividade e relações familiares

Um grupo de mulheres se reuniu na tarde dessa quarta-feira, 29, no auditório da Secretaria Municipal de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico (Semtre). Vindas de diferentes origens, elas tinham em comum o fato de serem mães de educandos do Novo Olhar, serviço ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da Prefeitura que atende a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Esse laço de identidade permitiu que elas compartilhassem suas experiências com o palestrante Sinvaldo Queiroz, que falou sobre afetividade e relações familiares. “Sabemos que a família é a unidade social mais importante. E, tendo em vista que essas mães enfrentam momentos delicados com seus filhos, nós queremos falar sobre amor, afetividade, relações sólidas num mundo de relações líquidas”, explicou o palestrante.

Atividades como essa, que envolvem as mães dos educandos, acontecem uma vez por mês e são fundamentais para que as medidas socioeducativas alcancem resultados positivos. “Queremos frisar especialmente essa necessidade da participação efetiva da família para o cumprimento da medida”, observou a assistente social Fernanda Cerqueira, integrante da equipe do Novo Olhar.

‘Falar o que sente’ – As mães presentes à palestra parecem ter consciência dessa necessidade, a julgar pelo que disse a cozinheira Rejane Ribeiro. “Esse foi mais um dos momentos muito especiais que a equipe do Novo Olhar tem dedicado a nós, mães”, disse Rejane, a respeito do serviço no qual seu filho, de 18 anos, cumpre medida socioeducativa. “Meu filho teve uma chance, se recuperou e hoje é uma nova pessoa. Eu só tenho a agradecer por esse programa”, afirmou.

A vendedora de confecções Kátia Ribeiro, responsável pelo sobrinho de 15 anos desde que a mãe dele morreu, há quatro anos, também aprecia os momentos em que convive com as outras familiares dos educandos: “A gente conhece outras mães que estão na mesma situação que a gente e pode, às vezes, falar também o que a gente sente”.

Serviço – Atualmente, o Novo Olhar atende a 110 educandos, com idades entre 12 e 18 anos. Todos cumprem medidas socioeducativas por determinação da Vara da Infância e da Juventude – Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade – e são atendidos por uma equipe formada por profissionais das áreas de pedagogia, direito, psicologia e assistência social. Os jovens permanecem lá por um período mínimo de seis meses, do fim do qual podem ser mantidos ou desligados. Há casos de encaminhamentos para órgãos como o Caps IA ou programas como o Conquista Criança e o Pronatec.

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