Diagnóstico social de travestis e transexuais é realizado em Vitória da Conquista

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Pesquisa mapeará realidade de violência e preconceito enfrentada por travestis, mulheres e homens transexuais

Quando você pensa em travesti e transexual (TT), qual a primeira palavra que vem à mente? Se você pensou em prostituição, saiba que pode ser considerada mais uma das milhares de pessoas que enxergam nesse grupo um mundo de promiscuidade. Porém, em Vitória da Conquista, essa realidade está mudando.

A Coordenação de Políticas LGBT – vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura – se reuniu, na última terça-feira, 29, com integrantes do Coletivo Finas, responsável por ações de empoderamento e visibilidade das pessoas travestis, mulheres e homens transexuais da cidade de Vitória da Conquista. A reunião ocorreu na sede da Coordenação LGBT e tratou de assuntos pertinentes à autonomia e promoção da cidadania do público TT.

Fruto da reunião, a Coordenação LGBT vai produzir um diagnóstico social deste público na cidade. A pesquisa de campo será realizada por meio de visitas técnicas às residências e locais de trabalho das travestis, mulheres e homens transexuais, e servirá para investigar a vulnerabilidade das pessoas trans e sua relação social com a cidade. Toda a pesquisa será efetuada em parceria com o Coletivo Finas, durante o mês de abril deste ano.

As condições socioeconômicas, o comportamento sexual e a acessibilidade a serviços de educação, assistência social, saúde e de registro civil, serão algumas das características a serem avaliadas. Denúncias de violência e maus-tratos também serão questionadas durante as visitas. “A ideia é conhecer de perto a realidade das travestis, mulheres e homens transexuais para que possamos atuar, juntamente com o poder público, na proposição de ações que garantam a este público mais dignidade”, comentou a presidenta do Coletivo Finas, Raphaela Souza.

“Com o resultado do diagnóstico, desenvolveremos uma série de ações a fim de compreender como a dinâmica do preconceito impõe obstáculos à cidadania e aos direitos humanos dessa população, de forma a preparar intervenções para fortalecer suas ações no âmbito do poder público e ampliar o entendimento sobre a questão da violência contra as experiências trans”, assegurou o coordenador de Políticas LGBT, Danillo Bittencourt.

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