Dia da Luta Antimanicomial é celebrado em Conquista

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Há cinco anos, Samuel Chaves é usuário do Centro de Atenção Psicossocial Infantil e Adolescente (Caps IA). Com o trabalho em grupo desenvolvido com outras crianças, o jovem, de 16 anos, tem melhorado o seu convívio social – uma dificuldade que sempre enfrentou em decorrência do autismo. A história de Samuel é uma dentre as milhares defendidas pela Luta Antimanicomial, que teve o seu dia simbolicamente celebrado neste 18 de maio.

“Hoje em dia, as pessoas ainda têm muito preconceito. Por não conhecerem o problema enfrentado pelo outro, chamam logo de louco. Acham que um pessoa com transtornos mentais não pode estar no meio delas. Não entendem que não é preciso estar preso para se fazer um tratamento”, desabafa Ivanilda Batista, mãe de Samuel.

Dona Maria Aparecida Santos também já enfrentou esse problema. Seu neto, de apenas 5 anos, é epilético e usuário do Caps IA há mais de dois anos. “Eu já sofri muito. Às vezes, por conta do estresse, ele chegava a cair na rua, e as pessoas julgavam. Hoje, depois do trabalho com o Caps, ele é muito elogiado, pois tem se desenvolvido bastante: é comunicativo e muito curioso”, relata a avó, orgulhosa.

É nesse sentido que o Dia Nacional da Luta Antimanicomial procura despertar a atenção da sociedade. “É uma luta em defesa da liberdade dos usuários e contra a exclusão social”, explica a diretora de Atenção Programática Especializada, Tarcísia Castro Alves.

Para celebrar o dia, uma ação conjunta do Coletivo da Luta Antimanicomial da cidade, resultou, nesta quarta-feira, 18, um evento na Praça Tancredo Neves, reunindo usuários dos mais diversos serviços que atuam nessa área. Foram oferecidos procedimentos de saúde, expostos trabalhos de artesanato produzidos pelos próprios usuários dos Caps e realizada intervenções culturais, como sarau e a exposição fotográfica “Olhares”.

Vitória da Conquista conta com uma das redes de saúde mental mais completas da Bahia que abrangem usuários, desde a infância até a fase adulta, com uso ou não de álcool e drogas. Há ainda a Unidade de Acolhimento Adulto e o Consultório de Rua, e, em fase de construção, a Unidade de Acolhimento Infantil.

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