A assistente social Jacira Almeida falou sobre os direitos das crianças e dos adolescente

O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente no dia 15 de maio. Esta data homenageia a instituição familiar, que pode ser formada por diferentes membros, assim, seja qual for à modalidade de família, ela é um núcleo essencial para a formação moral de todos os indivíduos.

Para comemorar a data, a Unidade de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes, realizou nesta segunda-feira (13) o Dia da Família com as famílias assistidas pelo serviço que atualmente atende 21 crianças e adolescentes institucionalizadas pela justiça, com idades entre nove meses e 13 anos.

Este dia tornou-se especial para Unidade que, desde 2017, não comemora mais o dia dos pais, nem o dia das mães, uma vez que as crianças apresentam contextos diferentes e muitos não têm a presença da figura paterna ou materna. “Diante das experiências anteriores, optamos por substituir essas datas tradicionais e fazer do dia da família, um momento para reflexão, orientação, troca afetiva e comunhão, com as famílias, os servidores e os demais parceiros do Sistema de Garantia de Direitos como a Polícia Militar e o Conselho Tutelar” explicou a gerente do Serviço Charlene Pereira.

Segundo Charlene, a comemoração do dia família é a principal data da Unidade

Durante o evento, foram ofertadas atividades recreativas para os assistidos pelo serviços e debates com as famílias sobre o papel e responsabilidade em relação à educação de seus filhos, bem como esclarecimentos acerca dos direitos, deveres, valores, que norteiam a vida em família e a importância do amor para o estabelecimento da afetividade.

“Nós aqui na Unidade substituímos a família, somos pais e mães de crianças e adolescente que, por algum motivo, foram afastados dos seus familiares, tentamos aqui oferecer todo amor necessário para que eles possam ter uma vida normal e lutamos todos os dias para que eles voltem para suas famílias. É por isso que eu peço para que todas as famílias amem seus filhos, cuidem e não transfiram esta missão para o poder público”, comentou a ex-colaboradora do serviço Rita Almeida.

Este trabalho de reintegração familiar realizado com sucesso pela equipe da unidade possibilitou que em 2018 trinta crianças e adolescentes fossem reintegradas em suas famílias e até o mês de maio de 2019, 19 crianças retornaram para os seus lares.

“Nós sentimos muita dor quando precisamos retirar uma criança de seus pais por negligência, abandono, maus tratos, entre outros fatores, mas ficamos felizes em saber que existem serviços como estes que conseguem ofertar o mínimo para que elas continuem o seu desenvolvimento de forma saudável e mais felizes ainda quando elas saem daqui da Unidade de volta para suas famílias”, ressaltou a subtenente da Polícia Militar Vânia da Cruz Silva.