Cras 7 oferece atividades culturais a crianças e adolescentes da região do Nossa Senhora Aparecida

Diariamente, os educandos têm acesso a oficinas de canto coral, violão e break dance

Em funcionamento há três anos, o Centro de Referência de Assistência Social do bairro Nossa Senhora Aparecida (Cras 7) dispõe de um Serviço de Fortalecimento de Vínculos que atende a aproximadamente 120 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos – sendo 80 na sede, que recebe também moradores de bairros vizinhos como Ibirapuera, Iracema e Alvorada, e 40 no núcleo da Lagoa das Flores.

“O maior objetivo é trabalhar o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. No serviço, são atendidas famílias em situação de vulnerabilidade social, porque ele é a porta de entrada para os programas de assistência social. Estamos aqui para prevenir”, explica a gerente do Cras 7, Roberta Graziela Sampaio.

Os vínculos são fortalecidos através de atividades externas e internas, a exemplo das oficinas de canto coral, violão e break dance, oferecidas de segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

‘Força de vontade’ – A professora de canto coral e violão, Daniela Alves, conhece o programa de longa data. Entrou como educanda quando tinha apenas 11 anos e a iniciativa ainda se chamava Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Esteve nessa condição até os 16 anos. Atuou durante um ano como voluntária e, em seguida, tornou-se educadora, atividade que desempenha até hoje.

Aos 21 anos, ela ainda se lembra das lições que adquiriu naqueles primeiros tempos. “Aprendi a lidar com a vida, a ver o outro lado das coisas. Descobri que, apesar das dificuldades, tendo um pouquinho de força de vontade, a gente consegue chegar aonde a gente quer”, disse Daniela, que, como educadora, agora pretende repassar esse mesmo aprendizado para seus educandos. “A gente aprende muito com eles, e eles com a gente. Esse feedback é interessante”.

‘Sempre fui espelho’ – Willian não chegou a ser um educando, mas também começou cedo como voluntário do antigo Peti. Atualmente, é educador social e dá aulas de break dance. O fato de ser morador do bairro há muitos anos, segundo ele, contribui para a boa relação com os garotos. “Facilita bastante o contato com o desenvolvimento da atividade. Eu sempre tive muita facilidade de conversar com eles sobre isso. Sempre fui um espelho para eles”, afirmou.

Para Roberta, o fato de ambos os educadores serem integrantes da comunidade contribui para o sucesso das atividades, já que isso estabelece uma relação de confiança com os educandos. “Eles vivenciam as vulnerabilidades que a comunidade vivencia”, diz a gerente. “Acredito que o que dá muito certo aqui no serviço é isso”.

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