Com programa de aração de terras, Prefeitura beneficia centenas de famílias na zona rural

Agricultores familiares economizam e conseguem o resultado de seu plantio num tempo mais curto

Em meio ao clima ameno de mata e às várias áreas de taboa que permeiam a região da Limeira, no distrito de Cabeceira do Jibóia, o agricultor Ronildo Maia, 40 anos, recebeu alguns técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura na manhã da última quinta-feira, 28, na propriedade com área total de 12 hectares, que ele mantém dividindo com um tio no povoado de Lajedinho.

Em fevereiro, a Prefeitura de Vitória da Conquista arou ali uma faixa de terra com cerca de 8 hectares. Com a parte de aração já feita, Maia pôde partir direto para o processo de plantio das sementes. Ele e o tio fizeram isso nas primeiras semanas de abril, aproveitando as neblinas que são comuns nessa época do ano nas regiões de mata. Os pés de milho, feijão, abóbora, melancia, pepino, quiabo, maxixe e cana já estão lá, novos e firmes, e foram vistos pela equipe da Prefeitura durante a visita.

Maia não pagou um só centavo pelo serviço de aração. O que fez foi inscrever-se no programa permanente, mantido pela Prefeitura, cujo objetivo é arar de forma gratuita terras que tenham extensão de até quatro tarefas por proprietário. Com isso, o agricultor  familiar economiza e colhe os resultados de seu plantio num tempo bem mais curto.

“Eles me ajudaram muito. Se fosse depender só da gente, não teríamos condições”, reconhece o agricultor, que espera colher as primeiras espigas de milho no final de junho, ainda a tempo de comemorar os festejos de São Pedro. A Prefeitura concluiu todo o serviço de aração em dois dias, com quatro tratores envolvidos na operação. Se fosse ele mesmo arar a terra “na mão”, como diz, Maia garante que não levaria menos de quatro meses – e, mesmo assim, tendo de contratar ajudantes.

‘Quebrou um galhão’ – Perto dali, outro beneficiado: o agricultor Givanildo Ferreira, 37, que trabalha na propriedade de aproximadamente cinco hectares junto com o pai, Gidelci, 66. Sua área de plantio foi arada pela Prefeitura em dezembro do ano passado, mesmo mês em que pai e filho iniciaram o plantio de milho e feijão. Tendo recebido as chuvas de final de ano, os pés já estão crescendo.

Givanildo e Gidelci já haviam sido beneficiados em 2013, na primeira vez em que se inscreveram no programa de aração de terras. Outra parte da roça foi arada e eles plantaram mandioca. “Ali, nós já tiramos mandioca. E, neste ano, plantamos de novo”, diz Givanildo, que também se livrou de ter que pagar outras pessoas para ajudar no trabalho de aração. “Isso nos quebrou um galhão, porque não temos condições de pagar”, festeja Gidelci.

Distribuição de sementes – Nesta semana, o trabalho de aração de terras esteve concentrado em regiões que fizeram parte do roteiro onde a Prefeitura distribuiu, durante o mês de maio, 5.754 quilos de sementes crioulas de milho e feijão.

No período que compreende o primeiro semestre do ano e os primeiros meses do segundo, a Prefeitura concentra o trabalho de aração nas regiões de mata, como a da Limeira. A partir de outubro e novembro, período em que se iniciam as chuvas na caatinga, as máquinas são transferidas para as regiões nas quais esse bioma predomina.

Em média, a Prefeitura ara de 900 a 1.000 hectares por ano – o que equivale a algo entre 2.000 e 3.000 tarefas anuais. Esse trabalho beneficia aproximadamente 600 famílias a cada ano. “Esta é uma política que o Governo Municipal tem implementado desde 1997, beneficiando cada vez mais a agricultura familiar do município”, concluiu o secretário de Agricultura, Odir Freire.

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