O Dia Nacional da Luta Antimanicomial foi lembrado em Vitória da Conquista por um ato público na Praça Nove de Novembro nesta quinta-feira. O Chamado “Ato 18 de Maio” foi promovido pela Coordenação de Saúde Mental e pelo Coletivo da Luta Antimanicomial de Vitória da Conquista. Com o lema “Para Que Não Se Esqueça, Para Que Nunca Mais Aconteça”, a ação contou com a presença dos diversos serviços de saúde mental do município: CAPS II, CAPS III AD, CAPS IA e Consultório de Rua.

Quem esteve no local, conferiu de perto alguns trabalhos feitos pelos frequentadores dos serviços e também participou de oficinas de arte montadas no local. Entre as atrações do Ato 18, estava a exposição de um varal de fotografias, com diversas imagens de pessoas que marcaram a história dos serviços de saúde mental da cidade. Destaque também para os quadros pintados pelos usuários dos CAPS; uma demonstração de como a arte é a melhor forma de uma mente se expressar.

A programação também incluiu intervenções artísticas e culturais com a participação de estudantes de Psicologia. A coordenadora da Saúde Mental do Município, Thayse Fernandes, afirmou que a realização do evento superou as expectativas. Com o estande montado na praça cheio, a coordenadora disse: “creio que nunca tenha sido realizado um evento da Saúde Mental com esta magnitude aqui no município. Tanto quanto à estrutura montada, quanto ao volume de pessoas que estão passando por aqui”.

No palco, montando dentro do estande do Ato 18, os usuários podiam fazer uso da palavra e contar suas experiências antes, durante e depois de passarem pelo atendimento da rede municipal de saúde mental. Ali também aconteceu a participação do projeto Quintas de Maio que, ao final da tarde, abriu espaço para a boa musica regional na praça.

A Luta Antimanicomial – Esta luta reforça a importância de se ultrapassar as formas excludentes e violentas de tratamento das pessoas em sofrimento mental e promover a reinserção social daqueles que, por muitas décadas, foram uma ameaça à sociedade. A proposta é transformar a oferta de tratamento, com serviços alternativos, com base comunitária e com a perspectiva de atenção psicossocial, não restringindo este tratamento à medicalização. A Política de Saúde Mental prevê o fechamento progressivo dos hospitais psiquiátricos e que sejam abertos serviços substitutivos: os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), as Residências Terapêuticas, Programas de Redução de Danos, Centros de Convivências, as Oficinas de Geração de Renda, dentre outros.

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