Atividades de convivência envolvem mulheres do grupo ‘As Madalenas’

Todas as participantes têm parentesco com os jovens atendidos pelo Serviço de Fortalecimento de Vínculos do Cras 7

Simultaneamente ao Serviço de Fortalecimento de Vínculos, que atende a cerca de 120 crianças e adolescentes, o Centro de Referência de Assistência Social do bairro Nossa Senhora Aparecida (Cras 7) mantém um grupo formado exclusivamente por mulheres que têm algum tipo de parentesco com esses jovens: trata-se do grupo As Madalenas, que costuma se reunir às quartas-feiras para desenvolver atividades como biscuit, pintura de panos, decoração de caixas e cartões, etc.

O nome é uma homenagem à líder comunitária Madalena Souza Santos, falecida aos 39 anos, em 3 de janeiro de 2014. Conhecida como “Madá”, ela atuou durante sete anos na coordenação do antigo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no bairro.

O grupo está em atividade há um ano, e funciona como uma estratégia para que a equipe do Cras mantenha contato permanente com os familiares dos jovens atendidos. “Elas são mães, avós e cuidadoras dos meninos do serviço de convivência. É uma forma que a gente tem de acompanhá-las de perto também”, explica a gerente do Cras 7, Roberta Graziela Sampaio, que destaca ainda a possibilidade de geração de renda que as oficinas oferecem às participantes.

O perfil das Madalenas é variado. O grupo acolhe de mulheres jovens a idosas. Mas elas têm em comum a necessidade de convivência em grupo e fortalecimento de vínculos. “São pessoas que têm uma vivência de sofrimento, conflitos familiares, problemas de saúde mental e dependência química. A atividade funciona para elas como uma terapia”, diz Roberta.

‘Palavra de apoio’ – “É um grupo que nos ajuda muito psicologicamente. Ocupa o nosso tempo e a nossa mente. É maravilhoso, porque nos acolhe e sempre tem uma palavra de apoio para nos confortar”, afirma a doméstica Claudiomar Rosa de Souza, 50 anos, cujas três filhas, de 16, 14 e 13 anos, participam das atividades do Serviço de Fortalecimento de Vínculos.

Quando está entretida nas atividades com as outras Madalenas, Claudiomar garante que põe em segundo plano seus problemas familiares. “Nesse momento que eu fico aqui, eu distraio muito. A gente conversa e aquele problema se torna pequeno”, conta. Outro reflexo positivo diz respeito à sua autoestima, que, segundo ela, melhorou: “Eu era muito trancada dentro de mim mesma. Hoje, sou uma pessoa mais comunicativa e alegre”.

‘Aprender coisas novas’ – Outra frequentadora, Maria Rita Santos, 52 anos, já começou a aproveitar a oportunidade de geração de renda. Ela aprendeu a fazer biscuit, pintura em panos de prato e confecção de cartões comemorativos. Já está começando a comercializar alguns artigos, a fim de reforçar a renda. “Já ganhei até um dinheirinho fazendo isso. Sempre gostei de aprender coisas novas”, diz Maria Rita, que possui dois filhos adotivos, dois netos e um sobrinho atendidos pelo Serviço de Fortalecimento de Vínculos.

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