“Olha eu aqui de novo sou um cabra festeiro”, cantou a atração mais esperada da primeira noite do
Arraiá da Conquista – o farejador de festa Edigar Mão Branca. Mas um pouco antes da sua apresentação, o forrozeiro tão conhecido do público conquistense lembrou: “Primeira vez aqui no Glauber; bom demais. É uma emoção muito grande saber que a gente pode contribuir com a alegria das pessoas. Obrigada a organização, pois é muito prazeroso. Eu estou muito feliz, quero dar o melhor de mim”.

Prefeito Herzem Gusmão recebe o cantor Edigar Mão Branca, que se apresenta pela primeira vez no Glauber Rocha

Era o que o público esperava ansioso e foi o que de costume ele fez. No Arraiá da Conquista, Mão Branca celebrou, com suas canções autorais, as tradições populares e a vida do homem da roça, dos trabalhadores do campo, colocando a gente forrozeira para dançar. Mas a sua primeira devoção na madrugada de sexta (21) para este sábado (22) foi ao Bom Jesus ao abrir seu showc a música “Romeiro de todo ano”.

Família reunida a caráter para estrear no Arraiá da Conquista

Estreando também na festa realizada pela Prefeitura Municipal, o conquistense Werlei Gomes ansiava pelo começo do Arraiá da Conquista e pela apresentação de Mão Branca: “Esse é o primeiro, mas estamos no clima, viemos a caráter e estávamos muito ansiosos para ouvir Mão Branca. Esse ano o prefeito caprichou. Tá ótimo. Depois de 16 anos morando em São Paulo, há apenas um ano o designer de moda retornou com sua família a terra natal. “É muito prazeroso retornar às origens, sempre que possível a gente vinha prestigiar e agora residindo aqui a gente não quer perder um”, completou.

Reverenciando os grandes nomes da música popular brasileirae homenageando a cultura nordestina e seus diferentes ritmos, AlexBaducha abriu a primeira noite do Arraiá da Conquista.

Geovana da Fulor do Cangaço debuta no Arraiá da Conquista

O sábado já tinha chegado a quase três horas quando as meninas do Fulordo Cangaço explicaram “Seu moço eu venho de longe”, em seguida declararam “Ai que saudade d’ocê” e, por fim , admitiram “Eu só quero um xodó”. Na sequência, como boas discípulas do mestre do forró Luiz Gonzaga, o grupo ensinou o “Abc do Sertão”, continuando como autêntico forró-pé-de-serra mesmo com uma nova formação.

Antes da apresentação, Geovana Araújo, que estreou como vocalista do grupo no Glauber Rocha, comentou sobre essa experiência: “Desde o anúncio de que estaríamos aqui até esses últimos minutos são as melhores expectativas, estamos ansiosos para fazer um show maravilhoso para galera e curtir bastante”. Já Grazzi, responsável pelo triângulo e a percussão, destacou a iniciativa da Administração Municipal: “Supervalorizo, pois dá atenção aos artistas da terra, é muito importante para as pessoas os conhecerem. É de grande importância até para o cenário musical de Conquista”.

Para as amigas Lili, Brunela, Pati e Bruna, “isso aqui tá bom demais”

Pelo segundo ano no Arraiá da Conquista, a pesquisadora capixaba Brunela Pollastrelli ressaltou o espaço garantido pelo Governo Municipal para os artistas regionais, a exemplo da Fulor do Cangaço. “Acho maravilhoso, a iniciativa de ter pessoas da cidade fortalece a cultura local. Para mim é maravilhoso está imergindo nesta cultura. O show de Mão Branca, por exemplo, fala bastante do sertão, da terra e da catinga. Está muito bom”, avaliou a forrozeira, que também toca num trio local.

Rony e banda cantam, tocam e dançam, incentivando o público a forrozear

Quase amanhecendo o dia, Rony Barbosa chegou com sua simpatia e talento para encerrar o primeiro dia do Arraiá da Conquista, no Glauber Rocha, e colocou o povo para arrastar o pé. Com sanfona no peito, voz marcante e molejo, Rony Barbosa animou o público que permaneceu até o sol nascer, mesmo com o frio e a neblina desse início de inverno na conhecida Suíça Baiana, mas que preserva o clima nordestino de comemorar as festas juninas.