Amor de mãe provoca mudança no comportamento de filho atendido no Novo Olhar

mão centro integrado

Maria Aparecida Lopes Marcato, ou simplesmente dona Cida. Esse é o nome de outra mãe guerreira que, emocionada, nos contou sua trajetória de vida e sua história de parceria com o programa Novo Olhar do Governo Municipal. O programa acolhe adolescentes em conflito com a Lei, encaminhados pela Justiça, e aplica medidas socioeducativas em meio aberto, como a Liberdade Assistida (LA) e a Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

Aos 47 anos, viúva e mãe de cinco filhos – dos quais quatro estão vivos –, ela faz questão de contar, com precisão de detalhes, a mudança que aconteceu na sua família após o único filho homem ter sido encaminhado para o programa.

Durante a narrativa de Cida, fica evidenciada a função principal nessa história: a maternidade. A postura de mãe guerreira e sua determinação em ser parceira da equipe multidisciplinar do programa Novo Olhar fez toda a diferença na vida do seu filho. Apesar de perder o pai aos cinco anos de idade, ele sempre teve o apoio da família para mudar e seguir um novo rumo.

E ele conseguiu. O filho de dona Cida cumpriu a medida socioeducativa até fevereiro.

Mas, engana-se quem pensa que ela mudou a sua rotina, com relação a participar de reuniões e atividades do programa. Ela considera que compartilhar sua experiência vai ajudar outras mães que vivenciam o mesmo problema.

“Primeiro, temos que aceitar a situação que vivemos. O mais difícil para mim foi aceitar a condição do meu filho. Na hora que eu aceitei o problema, tudo começou a ficar mais fácil. Temos que aceitar ajuda. Sozinhas não vamos conseguir. Aqui, pude aprender a lidar com a situação e compreender meu filho e hoje posso dizer que valeu a pena investir e acreditar nessa iniciativa”, relatou dona Cida, referindo-se ao Programa.

Ao contar sobre ter sido escolhida para dividir sua história, mais um laço foi estreitado ao ouvir seu filho indagar: – “Mas mãe, quem não ama a senhora?”.

O reconhecimento da importância do papel decisivo de dona Cida na vida do seu filho, que ela levava e aguardava na porta do programa ao fim das atividades, mostra o papel fundamental que “ser mãe” representa numa sociedade. E como ela mesma disse: “A palavra mãe é fácil de ser pronunciada, mas exercer o papel de mãe requer entrega”.

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