Alunos da Apae curtem folia no Carnaval da entidade

Festa reuniu crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos

Os festejos de Carnaval começaram mais cedo para os usuários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Vitória da Conquista. O baile, realizado na tarde desta quinta-feira, 23, reuniu crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos – reflexo da variedade que caracteriza o público atendido pela entidade, que fechou o ano de 2016 com 560 pessoas atendidas, com idades de zero a 60 anos.

Na sede da APAE, decorada de acordo com a ocasião, os usuários se divertiram em meio a fantasias e adereços, ao som de antigas marchinhas carnavalescas. “O intuito disso tudo é proporcionar um senso de convivência”, explicou a coordenadora pedagógica da instituição, Laily Benedictis.

Segundo Laily, a festividade tem o mesmo objetivo de outras, que são organizadas pela equipe em datas como o São João, o Dia da Criança e o Natal. “A proposta é proporcionar um espaço para que os alunos interajam entre si. E a gente vai pegando as temáticas e vai vivenciando com eles. Em 2017, esta é a primeira grande festa que a gente está proporcionando”, informou.

‘Carnaval especial’ – Foi o caso da jovem Laís, de 18 anos. A garota, que nasceu com paralisia cerebral, frequenta a Apae desde os três anos de idade, e já festejou muitos carnavais ali. A mãe, Ângela Maria Soares, afirma que, nessas ocasiões, Laís interaje com os colegas e eles acabam aprendendo juntos. “É um momento em que ela está muito feliz, uma oportunidade de enfeitar, fantasiar”, contou Ângela.

“Depois que ela entrou aqui, eu vi muito desenvolvimento nela”, disse. “E foi uma evolução muito grande, porque, além dela, eu também aprendi a conviver com as dificuldades dela. Ela me ensina muito, e a Apae também”, acrescentou Ângela.

Em visita ao que chamou de “Carnaval especial”, a secretária municipal de Cultura, Turismo e Lazer, Tina Rocha, elogiou a iniciativa da instituição. “A gente vai estar sempre apoiando no que for possível para fazer com que essas pessoas sejam inseridas no nosso contexto, sem haver nenhum tipo de diferença”, afirmou.

“Pude ver lá dentro a animação do pessoal. Todo mundo fantasiado, participando, animados, mesmo. Faz parte, e a gente só tem que abraçar isso também”, concluiu Tina.

Entidade – A Apae tem o objetivo de atender pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Cada usuário frequenta a entidade duas vezes por semana, tendo acesso a atividades como música, dança, capoeira, teatro, percussão, artesanato, educação física, informática e, para os menores, a brinquedoteca.

São oferecidos ainda, para públicos específicos, o Atendimento Educacional Especializado (AEE), oficinas sensoriais e o encaminhamento profissional de usuários.

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