Adelson Viana comanda a celebração da cultura nordestina na quarta noite do Forró Pé de Serra do Piripiri

‘A gente fica feliz de encontrar uma coisa tão linda como esta aqui’, disse o artista

No que depender de artistas como Adelson Viana, o autêntico forró não há de desaparecer tão cedo da cultura musical brasileira. Seu show é moderno, conta com a presença de guitarras e bateria – como, aliás, não poderia deixar de ser, já que esses instrumentos enriquecem seu espetáculo e lhe oferecem um leque a mais de possibilidades das quais ele não pode prescindir.

Mas, na linha de frente do palco, estão os protagonistas: a zabumba, o triângulo e ela – a sanfona, empunhada por Adelson, que é também cantor, compositor, arranjador e produtor musical. No entanto, além desses elementos indispensáveis, há outro, igualmente imprescindível: a alegria, acompanhada pela incrível capacidade de compartilhá-la com o público. E isso por meio de canções consagradas, verdadeiros clássicos do ritmo, entre eles “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos – homenageado em 2014 pela Prefeitura de Vitória da Conquista.

Agora, prosseguindo com o raciocínio: enquanto houver iniciativas como o Forró Pé de Serra do Piripiri, artistas como Adelson Viana terão onde se apresentar e mostrar seus espetáculos. Ou seja, ao fazer isso, a Prefeitura de Vitória da Conquista está contribuindo com a militância em favor da autêntica cultura nordestina.

Na noite de segunda-feira, 22, a quarta da edição 2015 do Forró Pé de Serra do Piripiri, juntaram-se as duas coisas. E elas se encaixaram perfeitamente como “a tampa e o balaio”, para utilizar aqui uma expressão tão tipicamente nordestina quanto o clima que se instaurou no Centro Glauber Rocha durante o show de Adelson.

“Isso mantém a nossa cultura e a nossa identidade. Uma das festas mais brasileiras que existe é o São João”, disse o artista, que se disse “feliz” ao ver as instalações montadas para celebrar o São João em Vitória da Conquista: “Uma estrutura linda como esta, para poder manter vivo o nosso forró pé de serra, o verdadeiro forró que fala das nossas coisas, das nossas raízes, da nossa comida, das nossas alegrias e tristezas. Isso é importantíssimo. A gente fica feliz de encontrar uma coisa tão bonita como esta aqui”.

‘Somos todos nordestinos’ – O público, outro integrante dessa celebração cultural, pôs-se a dançar, manifestando assim a sua aprovação da forma mais sincera, em se tratando de um show de forró. A afirmação da identidade nordestina, sentida durante o show, e que constitui um dos principais objetivos do Forró Pé de Serra do Piripiri, foi comentada pela professora Sandra Silva, 57 anos. “Gosto, me identifico. E acho que essa cultura tem que ser resgatada, sim. Sou de Minas, mas moro aqui em Vitória da Conquista há muitos anos. E somos todos nordestinos”, disse Sandra, que vê no Centro Glauber um potencial agente de resgate cultural. “Tem sido dado mais incentivo não só aos trios forrozeiros, mas também ao artesanato, a essas culturas que são da região”, observou.

‘Festa organizada’ – A aprovação também foi manifestada pela contabilista Rosilda Silva, 59, que mora em Itapetinga e veio a Vitória da Conquista especialmente para conferir o Forró Pé de Serra do Piripiri. A noite do dia 22 foi a segunda dela no evento. “Estou adorando. A festa está muito bem organizada. O Governo Municipal caprichou. Pretendo vir mais vezes. Que a festa continue assim, cada vez melhor”, avaliou.

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