Estimular os municípios a intensificarem os esforços na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes é a proposta do Selo Unicef. A fim de preparar as localidades do semiárido para desenvolverem as ações que influenciarão na aquisição do Selo, capacitações são realizadas em cidades pólos. Nos dias 29 e 30 de novembro, Vitória da Conquista recebeu o 3º Ciclo de Capacitações do Selo Unicef Edição 2017-2020.

Representantes de 51 municípios do Pólo de Vitória da Conquista participaram do evento, que contou com a parceria do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Bahia, e de várias corporações.

A coordenadora municipal da Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente e articuladora do Selo Unicef em Vitória da Conquista, Camilla Fischer, explanou sobre um dos temas abordados no terceiro encontro. “Nessa capacitação específica se trabalhou sobre a busca ativa escolar. Tem um índice muito grande de evasão escolar no Brasil e o Unicef trabalha com uma plataforma disponibilizada aos municípios para identificar as crianças fora da escola e saber os motivos, a fim de ser trabalhado intersetorialmente nesta identificação e resolução para que a criança ou o adolescente retorne a escola”, explicou. Segundo os ministrantes do curso, o Selo Unicef acredita que o processo de aprendizagem pedagógica deve ser bem feito em cada ciclo de ensino.

Outro assunto debatido na capacitação foi a transmissão vertical da sífilis. A coordenadora do Centro de Atenção e Apoio à Vida (CAAV), Riviane Santana, participou da atividade e falou da importância de se ter ocasiões como essa. “As secretarias se integram a partir de ações voltadas para este público, então esse momento é importante, porque ele vem fortalecer essas ações que vão ocorrer durante os quatro anos”, afirmou.

A educadora social do Cras Jardim Valéria, Laís Pinheiro, também concorda com a interação dos setores públicos no cuidado e defesa da criança e do adolescente. “Vitória da Conquista tem demostrado uma preocupação muito grande em relação à criança e ao adolescente tanto pela Educação, pela Saúde e Desenvolvimento Social. É interessante que os setores se unam, pois um setor apenas não consegue dar contra da complexidade que é tratar dos assuntos de defesa dos direitos da criança e do adolescente”, comentou.

Ainda houve relatos de experiência dos Núcleos da Cidadania dos Adolescentes (NUCAs) instalados nos municípios participantes do 3º Ciclo de Capacitação. Com o Selo Unicef, os municípios participantes comprometem-se a, em quatro anos, implementar políticas públicas para redução das desigualdades e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes previstos na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “E uma das preocupações é dar oportunidade, vez e voz aos adolescentes que fazem parte dessas atividades, principalmente do Nuca, para que mais tarde eles possam ter um futuro melhor. E essas atividades só trazem crescimento para o público infanto-juvenil”, concluiu com a educadora social.