Exibição dos filmes produzidos pelos alunos

As aulas na Escola Municipal Francisco Antônio Vasconcelos, localizada no povoado de Cabeceira, foram bem diferentes nesta terça-feira, 12. É que os alunos participaram do projeto “CineArt: Resgatando Histórias e Escrevendo Memórias”.

Parte da 3ª Mostra de Cinema da Cabeceira, o projeto foi desenvolvido ao longo de 2017 e contou com a participação direta de 200 alunos, do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental. “Contamos com oficinas de roteiro, fotografia, edição de imagens e filmagem”, explicou a professora de Artes, Maria Dolores de Souza, uma das coordenadoras do projeto.


Exibição dos filmes produzidos pelos alunos.

“Graças ao projeto, foi possível perceber a evolução dos nossos alunos em sala de aula. Além do aprendizado da gramática e desenvolvimento na parte de produção textual, os meninos apresentaram evolução nos aspectos amizade e liderança, pois tiveram a oportunidade de trabalhar em equipe”, destacou o professor de Língua Portuguesa e idealizador do CineArt, Miro Marques.

Além da exibição das 14 produções feitas pelos estudantes, o projeto contou com oficinas de dança, música e teatro oferecidas por monitores do Projeto EducArt e professores que atuam na Sala de Leitura na Escola. “Temos aqui a Escola Viva, como destacou o professor Paulo Freire. Uma escola onde os alunos são protagonistas no processo de ensino-aprendizado, que acontece de forma participativa e prazerosa”, declarou a diretora da escola, Marli Jardim.

A arte imita a vida

A escolha da temática dos vídeos ficou a critério dos alunos, que decidiram tornar a Sétima Arte um instrumento para discussão de assuntos relevantes e atuais. Jogo da baleia azul, violência, bullying na escola e gravidez na adolescência foram algumas das questões roteirizadas e filmadas pelos estudantes, que se transformaram em diretores, atores, cinegrafistas, técnicos de som, figurinistas e fotógrafos.

“Encarei esse projeto como uma forma de falar para os jovens sobre os problemas causados pela gravidez na adolescência”, disse a estudante, Lara Gomes, do 8º ano. No caso de Lara, a arte imitou a vida. “Minhas duas irmãs ficaram grávidas na adolescência. Uma tinha apenas 14 anos e foi muito difícil”, disse.

Maria Dolores de Souza (org.) , Lara Gomes (aluna) e Miro marques (org.)

Para Tatiane Hermano, aluna do 6º ano, o projeto foi uma oportunidade de conhecer vários filmes. “Assisti muitos vídeos e discutimos em sala sobre eles. Foi muito legal”. E Jaiane Oliveira, que atuou como personagem em uma das tramas, completou: “esta foi uma grande oportunidade de aprender mais, fazer um trabalho com que nos identificamos muito. Fiquei feliz com o resultado”.

Tatiane Hermano e Jaiane Oliveira (alunas)