Artesãos alojados no Centro Glauber Rocha comercializaram seus produtos na via entre os dias 9 e 11, aproveitando o movimento pré-Dia das Crianças

Os três dias anteriores ao Dia das Crianças (9, 10 e 11) foram de muito movimento na Travessa Lauro de Freitas. Foi esse o local escolhido para a segunda edição da Exposição Itinerante de Economia Solidária – ou seja, uma amostra dos produtos produzidos e comercializados pelos artesãos que trabalham de forma fixa no Mercado de Artesanato do Centro Glauber Rocha – Educação e Cultura.

Ali, da última segunda-feira até o final da tarde da quarta-feira, o público pôde conferir a variedade de artigos expostos e vendidos em 45 barracas, divididas em duas fileiras, que ocuparam a via.

A vendedora Maria dos Santos Lima, por exemplo, foi ao centro da cidade para resolver outras coisas, e se deparou com a exposição itinerante. Aproveitou e comprou bonecas do tipo “bebê-fantoche” para os netos.

Segundo Maria, a presença dos artesãos em áreas externas pode ser positiva também para as pessoas que circulam pelo centro, que encontram mais variedade de produtos. “As pessoas gostam de onde tem movimento”, justifica a consumidora. “Já aproveita para vir ao centro da cidade e você acha de tudo. E aí, junta o útil com o agradável”.

‘Hora boa, data boa’ – Quem vendeu as bonecas para Maria foi a artesã Ana Matias, permissionária da loja número 56 do Centro Glauber Rocha. Ali, ela trabalha com fantoches, brinquedos feitos a partir de madeira reciclada, pinturas, produtos em crochê, sandálias customizadas – tudo feito por ela, assim como seus colegas, que também produzem suas próprias criações.

Ana também participou da primeira edição da Exposição Itinerante, na Travessa Góes Calmon, e garante que, nessas duas oportunidades, teve bons resultados nas vendas. “Com isso, a gente demonstra o nosso trabalho”, diz. “Esta feira veio numa hora boa, numa data boa”.

O comerciante Ismael Oliveira, que há pouco mais de um ano mantém um restaurante na travessa Lauro de Freitas, afirmou ter tido um movimento maior em seu estabelecimento, nos últimos três dias. “Para mim, na verdade, foi bom, porque melhorou o movimento. O pessoal que trabalhou aqui sempre está gastando um pouquinho aqui, e está me ajudando. Eles estão mostrando os trabalhos deles e ajudando a gente, também, de alguma forma”, observou.

‘Ambiente agradável, atrativo’ – Segundo Cláudio Cardoso, secretário municipal de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico, o objetivo das exposições itinerantes é divulgar o trabalho dos artesãos que estão alojados no Centro Glauber Rocha. “Essa ação tem a finalidade de criar oportunidades de negócios para que eles possam vender o artesanato, que é genuinamente conquistense. Criar a possibilidade de venda, divulgar esse artesanato e fazer com que as pessoas tomem conhecimento de que a localização fixa deles é no Centro Glauber Rocha”, informou Cardoso.

Os resultados, segundo ele, têm sido “muito positivos”, considerando-se as duas primeiras edições do projeto. “Conversamos com todos os comerciantes dos locais. E todos concordaram e estão gostando muito, pedindo que se repita essa ação lá porque deu mais dinamismo na rua, ficou um ambiente mais agradável e mais atrativo, não só para quem está expondo o artesanato, mas também para o lojista local”, afirmou o secretário.